MUSEU NACIONAL ABRE EXPOSIÇÃO DE FANTASIAS DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

Em fevereiro, a Imperatriz Leopoldinense levou o Museu Nacional para o desfile das grandes escolas de samba do Rio de Janeiro, com um enredo sobre os 200 anos da instituição. Agora, alguns meses depois, o Museu retribui a homenagem e leva as fantasias que encantaram brasileiros e estrangeiros para uma exposição em sua sede, na Quinta da Boa Vista. A exposição O Museu dá Samba – A Imperatriz é o Relicário no Bicentenário do Museu Nacional tem 30 fantasias apresentadas nas principais salas das exposições do Museu Nacional e pode ser visitada até dezembro. A curadoria é assinada por Regina Dantas.

                                                                                  

“A exposição é uma forma de agradecermos à Imperatriz Leopoldinense pela emocionante homenagem que recebemos no enredo Uma Noite Real No Museu Nacional. A mostra  possibilita a visualização das fantasias apresentadas no desfile: os personagens históricos e a relação com o desenvolvimento das ciências naturais e antropológicas”, explica Kellner.  


A curadora pensou cuidadosamente em cada detalhe para que as fantasias estejam em total sintonia com as principais peças do Museu. Na entrada da exposição, no térreo, a fantasia de D. Pedro II convida os visitantes a percorrer o circuito das salas das exposições por meio das fantasias que registram as atuais pesquisas científicas em sua antiga residência. Na sala do trono, por exemplo, são apresentadas as fantasias em homenagem a D. Pedro I e à Princesa Leopoldina. As fantasias que simbolizam as diferentes áreas do conhecimento desenvolvidas na instituição: Antropologia, Botânica, Zoologia, Geologia e Paleontologia estarão figurando em suas respectivas salas. “O Museu Nacional está abraçando o Carnaval. A realização dessa exposição foi a forma que encontramos para retribuir o trabalho cuidadoso da equipe da Imperatriz e, ao mesmo tempo, levar a milhares de pessoas as criações que encantaram a Marquês de Sapucaí. Além das fantasias, apresentamos um depoimento inédito, gravado pelo carnavalesco Cahê Rodrigues, para que nossos visitantes entendam a magnitude do trabalho realizado por quase um ano. Assim, contribuímos para a popularização das ciências, expondo as fantasias didaticamente em uma instituição científica universitária e coroando os 200 anos do Museu Nacional, explica a curadora Regina Dantas.